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estudo de caso

Page history last edited by gabriela 2 years, 2 months ago

Quando iniciei essa interdisciplina, lembrei-me imediatamente de minha aluna S.S. de 9 anos.

Ela é uma criança muito especial!

A S.S. é aluna de nossa escola há quatro anos. Fez Jardim de Infância, com muitas dificuldades, inclusive de locomoção, no inicio, andava quase que exclusivamente engatinhando quando necessitava de movimentação dentro da sala de aula. Aos poucos isso foi sendo trabalhado com ela e quando ingressou na 1ª série, isso na não acontecia mais.

Diante de suas inúmeras dificuldades de aprendizagem foi reprovada na 1ª série e foi reenquadrada para o 2º ano do ensino fundamental de 09 anos. Já é minha aluna pela segunda vez nessa série.

Quando a conhecemos, percebemos algumas características físicas que nos remetem a alguma deficiência, olhos grandes, corpo pequeno, mãos curtas,...

Então ao iniciarmos uma conversa, notamos sua grande dificuldade em articular os sons, emitindo em grande parte grunhidos e palavras bastante infantis (papa - ao referir-se à comida).

Ela é a 3ª filha de cinco, de uma mãe jovem, que está no terceiro casamento e que abandonou os filhos à sorte e cuidados de uma avó, que também possui limitações mentais e físicas.

Percebemos claramente a negação por parte da família da existência de algum "problema" ou diferença.

Certa vez, ao conversar com a mãe, relatei as dificuldades de fala que S.S possuía ao que a mesma rebateu:

- Tu percebeste?

Como se fosse algo extremamente irrelevante e imperceptível.

Diante das peculiaridades da aluna, minha preocupação durante esses 02 anos e alguns meses, nos quais sou sua professora, tem sido em sua socialização e convívio com os demais alunos.

A aluna por demonstrar dificuldades motoras, ainda faz representações pictóricas através de garatuja, não reconhece letras, cores.

No entanto, podemos perceber seus avanços quanto ao convívio com os colegas e o entendimento das proposições e combinações que fazemos.

Uma grande conquista neste ano foi nas atividades de educação física, onde a aluna consegue arremessar a bola na cesta de basquete e está conseguindo pular corda.

Após muita insistência por parte da escola, a aluna foi encaminhada para avaliação neurológica. O laudo aponta Deficiência Mental Moderada, necessitando de um atendimento especializado.

Fizemos contato com o Conselho Tutelar (foram necessários o envio de três ofícios, solicitando prioridade nesse caso) e então, a aluna conseguiu um encaminhamento para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde, segundo a mãe, está sendo feito um mapeamento genético para descobrir se existe a ocorrência de algumas Síndromes, pois, os médicos ainda não conseguiram diagnosticá-la devidamente.

Contudo, percebemos que a mãe só interessou-se em tratar a menina quando descobriu que poderia aposentá-la por invalidez e assim, ficaria recebendo um salário.

Não observamos nenhum atendimento anterior realizado pela família. No último mês a menina não tem comparecido à escola, e acredito ser em função da grande “cobrança” que temos feito junto à família a fim de encontrarmos possibilidades diferentes para S.S.

Infelizmente, diante das dificuldades da aluna, o trabalho realizado junto a ela em sala de aula, ficava bastante restrito ao desenvolvimento motor e social. Não conseguimos avançar em termos relativos a aprendizagem de alfabetização pertinentes ao 2º ano. Mas realizamos as atividades de música e ritmo da mesma maneira. Contudo, quando o trabalho de escrita e leitura era mais efetivo, a aluno acabava por realizar outras atividades – massinha de modelar, argila, tinta, desenho na lixa, manipulação das letras de diversos materiais,...

Sinto-me muito limitada nesse sentido, mas tentei fazê-la integrar-se ao grupo, buscando diminuir o preconceito inicial de meus alunos por ela. Hoje já conseguimos formar grupos sempre com a aluna, sem que seja feito nenhum comentário pejorativo, e com a ajuda dos colegas para que essa consiga realizar suas tarefas.

A avaliação de minha turma é feita através de parecer descritivo, o que possibilita acompanhar os avanços individuais conseguidos pela aluna.

Sinto a necessidade de apoio. Do acesso a uma sala de recursos e de vários profissionais: neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, na verdade uma equipe multidisciplinar, para que juntos pudéssemos traçar metas e buscar alternativas para uma maior evolução desta aluna.

 

Comments (7)

Simone Ramminger said

at 12:28 am on May 31, 2009

Maria Gabriela vejo que já escolheste e registraste alguns dados sobre o sujeito do teu estudo de caso. Observei que procuraste preservar a identidade da menina, isso é importante. Essa menina mora somente com a avó e os irmãos? Sabes alguma informação sobre o pai da menina? Com que frequência ela vê a mãe? Sabes se ela tem algum acompanhamento de profissional especializado fora da escola?
Nos materiais da unidade 4 tem um texto: "Conhecendo o aluno com deficiência física" de Bersch e Machado, de onde destaco um parágrafo : "A deficiência, vale lembrar, é marcada pela perda de uma das funções do ser humano, seja ela física, psicológica ou sensorial. O indivíduo pode, assim, ter uma deficiência, mas isso não significa necessariamente que ele seja incapaz; a incapacidade poderá ser minimizada quando o meio lhe possibilitar acessos." (p.21) Por isso a importância do apoio e estímulo da família, da escola e de profissionais especializados.
Os materiais da unidade 4 devem te ajudar no estudo desse caso.
Assim que fores descobrindo mais informações sobre o caso podes ir acrescentando aqui.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 12:51 am on Jun 15, 2009

Maria Gabriela a atividade da unidade 5 consiste em continuar o registro escrito do teu Estudo de Caso, abordando os seguintes itens: História de vida da aluna, avaliação inicial, diagnósticos (médicos, outros), encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos. Podes acrescentar outras informações que achares relevantes. A atividade da unidade 6 já está disponível no Rooda, em aulas e deve ser postada até dia 21/06.
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

maurentezzari@... said

at 1:19 pm on Jun 30, 2009

Olá Maria Gabriela, além do que tu já escreveste, o que mais sabes sobre a história de vida dessa aluna? Qual sua história antes de ingressar na escola? O que ela faz quando não está na escola? Quando tu escreves "trejeitos característicos", o que queres dizer examente com isso? Explica um pouco mais. Para mim não ficou claro se ela é tua aluna desde que ingressou na escola. que tipo de atividades ela faz? Seus avanços restringem-se a aspectos de socialização? Essas são algumas questões que me ocorreram ao ler teu registro. É importante que incorpores as respostas ao estudo de caso. As atividades 6 e 7 estão no rooda. Qaulquer dúvida, entra em contato. Mauren

Simone Ramminger said

at 7:53 pm on Jul 4, 2009

Maria Gabriela estás com alguma dificuldade para postar as últimas atividades?
Qualquer dúvida, faça contato.
um abraço, Simone

Simone Ramminger said

at 6:38 pm on Aug 3, 2009

Olá Maria Gabriela!
A recuperação do dossiê consiste em complementar as informações solicitadas nas unidades 3,4, 5, 6 e 7 que não foram contempladas aqui durante o semestre. Lembra que a atividade deve ser postada até 07/08/09.
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 6:31 pm on Aug 9, 2009

Olá Maria Gabriela!
Estás com dificuldades de postar as atividades? Caso precise de ajuda, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutora sede

Graciela Rodrigues said

at 11:34 am on Oct 26, 2009

Olá Maria Gabriela!
Relendo seu Dossie gostaria que aprofundasse as unidades 6 e 7 pois as mesmas não aparecem contempladas.
Aguardamos, bom trabalho

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